Os dois trabalhadores portugueses arrastados por uma onda, esta quarta-feira, no porto de Malpica, na Corunha (Espanha), um dos quais ainda está desaparecido, são de Penha Longa, Marco de Canaveses, informou fonte municipal local à Agência Lusa.

Os dois trabalhadores são pai e filho, de 41 e 20 anos, respectivamente, estando o primeiro ainda desaparecido, enquanto o outro foi resgatado com vida.

O presidente da empresa, para a qual trabalhavam os dois portugueses, disse que não era esperado tão mau tempo durante a manhã.

Guillermo Beceiro, presidente da Bardera Obras Civiles y Marítimas, alegou que se esperava apenas que o temporal chegasse durante a tarde.

«Estávamos avisados do alerta, mas só esperávamos este tempo mau à tarde. O pessoal estava avisado», disse, contactado pela Lusa no porto de Malpica, onde está a acompanhar as operações de busca.

«Foi um golpe de mar», afirmou, «Ninguém pensou que isto poderia acontecer. A onda saltou um dique de mais de 15 metros onde os trabalhadores estavam, a instalar cofragem na parte interior do dique».

Os Portos da Galiza já anunciaram a abertura de uma investigação, tanto à empresa, como à obra, para perceber como ocorreu o acidente.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia de Malpica, considerou que a situação do mar na costa galega torna «impossível» encontrar com vida o trabalhador português desaparecido.

O acidente ocorreu ao início desta manhã devido ao temporal que se regista na Galiza.

Operação suspensa

A operação de salvamento na zona, entretanto já suspensa para ser retomada na quinta-feira, envolveu um helicóptero e embarcações da Cruz Vermelha e do Salvamento Marítimo, bem como equipas da Protecção Civil de Malpica, do Serviço de Costas, da Guarda Civil e da Polícia local.

«A situação do mar está muito complicada. Tivemos informações de que o segundo operário foi visto, mas as ondas estão muito fortes», comentou a fonte do Salvamento Marítimo.

O trabalhador ferido deu entrada no Complexo Hospitalar Universitário de A Counha (CHUAC), onde permanece em observação.

«Sofreu golpes e contusões e tem um sintoma ligeiro de hipotermia», divulgou fonte da unidade hospitalar.

A Galiza está esta quarta-feira em alerta laranja em toda a sua costa, prevendo-se ondas de seis metros e vento no mar, sobretudo ao norte de Finisterra, segundo a Protecção Civil.

Quinze províncias espanholas estão em alerta pelo mau tempo.