O antigo presidente da República Mário Soares afirmou hoje que a atual situação política do país é “uma confusão efetiva” que tem de ser resolvida com inteligência.

“Isto é uma confusão efetiva, que tem de ser resolvida”, disse em resposta aos jornalistas.

Mário Soares falava na Covilhã à saída da sessão comemorativa dos 145 anos da cidade, na qual foi agraciado com a medalha de ouro e a chave da cidade.

Questionado sobre como é que considera que se deve resolver o que considerou ser uma confusão, Mário Soares limitou-se a acrescentar que deve ser “com inteligência”, mas recusou especificar o que faria se fosse Presidente da República, referindo apenas que “essa questão não se coloca”.

Durante a cerimónia, ao receber a chave da cidade e a medalha de ouro, o antigo chefe de Estado foi fortemente aplaudido pelos presentes e, antes de sair, agradeceu a todos.

O presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira (PS), destacou o “papel preponderante” que Mário Soares teve como “heroico resistente do regime fascista”, “pai e fundador da democracia portuguesa” e “republicano exemplar”.

“Mário Soares é uma personalidade da história do mundo, da história da Europa, da história de Portugal e partir de hoje, também, da história da Covilhã”, referiu o autarca, lembrando que a atribuição da distinção foi aprovada por unanimidade pelo executivo.