O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou esta quinta-feira que o processo de construção e exploração da Terceira Travessia do Tejo não tem relação directa com a negociação do contrato que o Estado tem com a Lusoponte.

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«O caminho do concurso da nova travessia do Tejo, da sua adjudicação e construção não passa pelo caminho da discussão dos efeitos [da construção] desta ponte no contrato da Lusoponte», disse Mário Lino.

Mário Lino sublinhou que «as questões concretas», como a construção e exploração da nova ponte, «não passam pela discussão do contrato» com a concessionária das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, escreve a Lusa.

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O ministro falava em Leiria, à margem da cerimónia de assinatura do contrato da concessão rodoviária Litoral Oeste.

«A Lusoponte tem um contrato e considera que pode ser afectado o seu equilíbrio pelo facto de criarmos uma terceira travessia do Tejo. É verdade», afirmou.

Mário Lino salientou que há outros factores que têm de ser tidos em conta no âmbito da renegociação do contrato que o Estado tem com a Lusoponte, apontando como exemplo a construção do novo aeroporto na zona do Campo de Tiro de Alcochete e afirmado que a localização da infra-estrutura na margem Sul «vai acarretar mais trânsito».

«Estamos a analisar isso com a Lusoponte», acrescentou o ministro.

Contactada, fonte oficial da concessionária das duas pontes sobre o Tejo escusou-se a fazer comentários sobre o assunto.

Hoje de manhã, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, considerou que «a existência de um concurso público [para a concessão da exploração da Terceira Travessia do Tejo] melhora a concorrência e beneficia os utentes do serviço».

De acordo com o calendário definido pelo Governo, a Terceira Travessia do Tejo, que represente um investimento de 1,7 mil milhões de euros, deverá estar construída em 2013.