O Presidente da República considerou esta sexta-feira que, genericamente, Portugal continua a poder ser visto e vivido como "uma sociedade segura", escusando-se a comentar o caso concreto da mulher morta durante uma perseguição policial.

No final de uma visita de cerca de duas horas ao Bazar Diplomático, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre o incidente de quarta-feira que culminou com a morte de uma mulher atingida por disparos efetuados pela PSP, durante uma perseguição policial em Lisboa.

Eu não vou comentar casos concretos. O que eu quero dizer é que, em termos globais, podemos dizer que a sociedade portuguesa é uma sociedade segura", afirmou, acrescentando que, tal como o Governo e as autoridades, tem acompanhado este acontecimento.

De acordo com o Presidente da República, é esta ideia de país seguro que "os turistas têm como imagem da sociedade portuguesa".

"Não quero comentar agora um, dois, três, quatro casos que haja ou não de segurança, nem no caso português, obviamente, nem noutros casos em que, como sabem, infelizmente isso tem acontecido. Mesmo em democracias muito avançadas e com uma grande história infelizmente os casos de problemas avulsos, concretos, específicos nesse domínio têm ocorrido", comparou.

Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que, genericamente, "a sociedade portuguesa continua a poder ser vista e vivida como uma sociedade segura".

Interrogado sobre o impasse entre Governo e sindicatos em relação à progressão das carreiras dos professores, o chefe de Estado foi perentório: "eu já disse que sobre isso não me pronuncio. Vou esperar pelo Orçamento do Estado e daqui por um mês falamos".

Perante a insistência dos jornalistas sobre a proposta orçamental, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que não pode "imaginar o que ainda não está fechado".

As propostas para a especialidade têm que ser apresentadas hoje até ao começo da noite, a votação na especialidade é para a semana e, portanto, é muito cedo para ter a ideia em pormenor o que será o Orçamento, naqueles pontos que ficaram em aberto. Vamos esperar para ver", reiterou.

Em relação à atual situação política em Angola - sobre a qual o Presidente da República já hoje de manhã se tinha escusado a comentar diretamente - Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para falar sobre aquilo que o tinha levado até ao Centro de Congressos de Lisboa.

"Estou muito feliz porque este bazar correu muito bem, mais países representados, muitos países de expressão oficial portuguesa e pavilhões maiores e, portanto, isso é uma razão de alegria. Estamos a viver em Portugal um momento de mudança de embaixadores, praticamente metade muda agora", observou.

Durante as duas horas de visita ao Bazar Diplomático, perdeu-se a conta ao número de fotos que o Presidente da República tirou, tendo recebido inúmeras prendas dos mais diferentes países e até tido tempo de reencontrar a antiga primeira-dama, Maria Cavaco Silva.