O Ministério da Administração Interna disse hoje que a GNR não irá fazer parte da missão militar da União Europeia na República Centro Africana, justificando que esta «foi uma decisão política».

Fonte do Ministério da Administração Interna disse à agência Lusa que «é uma decisão política que cabe ao Governo, no quadro das competências institucionais».

O Diário de Notícias escreve hoje que o Governo trocou um pelotão da Guarda Nacional Republicana (GNR), com 27 elementos, por um grupo de 47 militares da Força Aérea Portuguesa e um avião C-130, para fazer parte da missão militar da União Europeia, na República Centro Africana.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que os militares da cooperação estavam em treino há cerca de um mês, mas o ministro contactou a corporação, indicando que não seria a GNR a fazer parte da missão.

A mesma fonte adiantou que o treino e preparação para a missão, iniciados há cerca de um mês, já foram entretanto cancelados.

Portugal é um dos 13 países que contribuem para a missão militar da União Europeia na República Centro-Africana, que deverá estar operacional no terreno, no final de maio.

Na quarta-feira, o comandante da operação, o general Philippe Pontiès, fez em Bruxelas o ponto da situação da missão «EUFOR RCA», no dia em que se celebrou, à margem da IV Cimeira UE-África, uma «míni cimeira» sobre a situação na República Centro-Africana, com a participação dos líderes políticos de vários países africanos vizinhos e Estados-membros da UE envolvidos, entre os quais Portugal, que esteve representado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

O general francês especificou os contributos oferecidos por 13 países - 12 Estados-membros da UE e um país terceiro, a Geórgia, que fornece uma companhia de combate -, tendo referido que Portugal participará na força de gendarmaria (força policial militar, através de elementos da Guarda Nacional Republicana), e disponibilizará um avião de transporte C-130, no teatro de operações.

Em março, o Conselho Superior de Defesa Nacional deu parecer favorável a três novas missões militares no exterior, entre as quais a prevista na República Centro-Africana, envolvendo uma aeronave C-130 e 47 militares portugueses.