Quatro grupos musicais norte-americanos e dois portugueses atuam, a partir de quinta-feira, nos seis concertos da 14.ª edição do Funchal Jazz, que decorre durante três dias no parque de Santa Catarina, onde são aguardadas duas mil pessoas por noite.

O evento é pela primeira vez organizado com base num concurso público, promovido pela Câmara Municipal do Funchal, que escolheu a empresa Choose Fantasy, de Marco Chaves e Paulo Barbosa, sendo este o diretor artístico do festival.

As organizações anteriores foram atribuídas por ajuste direto, pelo município, e este ano representa um investimento da autarquia na ordem dos 87.500 euros.

«Foi preciso muita poupança e todo o restante será suportado com verbas angariadas junto de patrocinadores privados», disse Paulo Barbosa à agência Lusa.

O diretor artístico sublinhou que, em termos de programa, «o objetivo foi trazer o que há de melhor no jazz atual».

«Por isso, temos músicos absolutamente reconhecidos nos Estados Unidos, quatro grupos premiados pelas melhores publicações do jazz da atualidade e dois nomes nacionais», salientou o responsável.

Assim, a abrir, na primeira noite, atua o pianista Jason Moran a solo, seguindo-se o grupo de contrabaixistas de Ben Allison.

No dia seguinte, será a vez do Mário Laginha Trio e o «Pianista do Ano», Vijay Iyer, terminando o programa o projeto Azul de Carlos Bica e o quinteto do agora também premiado «Trompetista do Ano», Ambrose Akinmusire, tendo o cantor Theo Bleckmann como convidado especial.

«Pretendemos mostrar a elevada qualidade do jazz, que o jazz se mantém vivo e está de boa saúde, com artistas de referência do lado de lá e de cá do Atlântico», realçou Paulo Barbosa.

Sobre o local onde decorrem os espetáculos, nos jardins do parque de Santa Catarina, o diretor salienta que é «o espaço ideal, com uma beleza indiscutível, sobre a baía do Funchal, e a inclinação do terreno é adequada à realização deste tipo de eventos».

«Esperamos ter, pelo menos, uma média de 2.000 pessoas por noite», perspetiva.

Paulo Barbosa aponta que uma das apostas, caso vençam o concurso do próximo ano, é uma maior internacionalização turística do festival, mencionando a importância da parceria com o Belmond Reid¿s Palace, cujo responsável pretende incluir o festival nos pacotes a oferecer em 2015.

O diretor menciona que o programa do festival inclui também várias atividades paralelas, como atuações da responsabilidade do Conservatório das Artes da Madeira, em frente ao Teatro Municipal do Funchal, e ações de formação para alunos e professores desta instituição.

Nestas ações participam vários músicos nacionais, casos de Mário Laginha, Bernardo Moreira, Alexandre Frazão, André Santos, Ricardo Toscano e Jorge Borges.

Do programa consta ainda, entre outras iniciativas, uma exposição fotográfica do artista Fagundes Vasconcelos, «workshops» de fotografia e «jam sessions».