Com o mês de agosto à porta, período de férias por excelência, as deslocações de automóvel são mais frequentes e muitas vezes mais longas. Com o aumento de tráfego, característico desta época, verifica-se sistematicamente um pico de sinistralidade e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária já veio lembrar que cabe principalmente ao condutor minimizar esta situação através de adoção de comportamentos que lhe permitam viajar com mais segurança sem pôr em risco a sua vida e a dos outros.

Não esquecer que cerca de 95% dos acidentes de que resultam vítimas mortais ou feridos graves têm com fator dominante que é a falha humana.

Por isso é bom recordar alguns comportamentos que uma vez adotados podem transformar as deslocações de férias num verdadeiro prazer, minimizando muitos dos riscos inerentes à circulação automóvel.

Antes de iniciar a viagem deve:

Certificar-se, com antecedência, de que o seu veículo se encontra em perfeitas condições mecânicas. Deve mandar verificar especialmente: piso dos pneus, incluindo o sobresselente; direção; sistema de travagem; amortecedores, focagem dos faróis e funcionamento dos dispositivos de sinalização. Antes de iniciar a viagem há que conferir: a pressão dos pneus; o nível do óleo do combustível e da água na bateria e no radiador; o bom estado da limpeza dos vidros e do bom funcionamento dos limpos para-brisas;

Programar cuidadosamente o itinerário, não impondo metas exageradas de tempo ou distância e optando, sempre que possível, por estradas menos congestionadas;

Se viajar com crianças, deve levar consigo, em lugar acessível, água e alguns jogos ou livros que as possam entreter para que não fiquem impacientes e se transformem em fatores de distração do condutor;

Não carregar demasiado o veículo e distribuir corretamente a bagagem. A carga aumenta a distância de travagem e a carga excessiva e mal distribuída altera a estabilidade e o controlo da direção podendo provocar derrapagens nas curvas. Não transportar volumes soltos no veículo que se possam deslocar com o andamento ou que impeçam a visibilidade;

Se deslocar um reboque deve atender à sua influência na direção, na aceleração e na travagem;

Deve utilizar roupa cómoda e calçar sapatos confortáveis. O uso de sandálias ou sapatos muito grossos dificulta a ação sobre os pedais.

Durante a viagem: 

Se transportar crianças deve fazê-lo no banco traseiro do veículo, utilizando os sistemas de retenção obrigatórios e homologados, de acordo com o seu peso idade e tamanho. Só assim serão eficazes e confortáveis.

Utilizar o cinto de segurança e verificar que todos os passageiros o usam igualmente, mesmo nos bancos traseiros. Em caso de acidente estes dispositivos minoram as consequências em termos físicos dos ocupantes. É importante ter presente que uma colisão a 50km/h corresponde à queda de um 4º andar.

Ter atenção à fadiga que no condutor manifesta-se a nível muscular, nervoso e visual. Torna-o nervoso e ansioso. Os seus gestos tornam-se mais lentos e tem muitas vezes tendência a circular demasiado depressa, avaliando mal a sua velocidade e a dos outros. Há que saber reconhecer os seus sinais bem como as principais formas de evitar o estado de fadiga.

A atenção do condutor deve ser prioritariamente dirigida para a condução. A manutenção de uma conversa telefónica, para além de outros efeitos prejudiciais a uma condução segura, é um fator de dispersão da atenção pelo que o condutor não deve conduzir e telefonar ao mesmo tempo, mesmo se o uso do telemóvel lhe permitir manter as mãos livres.

O álcool é um depressor que afeta negativamente todas as capacidades, físicas e psicológicas, necessárias à prática de uma condução segura. A ingestão de bebidas alcoólicas e a condução são incompatíveis.

Para viajar com mais segurança é necessário cumprir sempre os limites de velocidade e não circular a velocidade excessiva para as condições existente.

Resta por isso desejar uma boa viagem e boas férias!

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