Ao mexer pela primeira vez no Magalhães, José Paulo Carvalho descobriu os erros que levantaram a polémica. O deputado não inscrito denunciou de imediato a sua descoberta e exigiu explicações a José Sócrates.

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«Encontrei erros básicos que um miúdo com a quarta classe não comete. A certa altura eu e a professora que me mostrou o Magalhães já estávamos a chorar a rir. Até um jogo para a criança aprender a escrever tinha erros horrorosos», contou José Paulo Carvalho, em entrevista ao tvi24.pt.

O deputado ex-CDS-PP admitiu que, «num dia ou dois», o Ministério da Educação corrigiu os erros, mas não ficou satisfeito com aquele que considera o responsável máximo pelo Magalhães: «O primeiro-ministro não disse sequer uma palavra sobre este assunto.»

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Sublinhando o «estilo propagandístico» com que Sócrates sempre tratou o computador, José Paulo Carvalho insistiu no culpado destes erros. «O Magalhães faz parte do Plano Tecnológico, que por sua vez depende directamente do primeiro-ministro», apontou.

A cimeira ibero-americana, durante a qual José Sócrates ofereceu vários Magalhães, foi o exemplo do deputado para justificar esse «estilo propagandístico».

«Quando é para brilhar, aparece o primeiro-ministro, mas num momento mau ele passa a fava e as responsabilidades para outros. Acho que isso se trata de covardia política», criticou.

José Paulo Carvalho, especialista na pasta da Educação, falou ainda da quezília entre o ministério e os professores: «O Governo tem tido um autismo total, por isso acho que a luta dos professores se tornou uma tarefa inglória.»