O líder da Juventude Socialista (JS) criticou hoje o desinvestimento no sistema educativo, a consequente exclusão social e frustração de expectativas dos jovens estudantes e lamentou que o ministro da Educação esteja «politicamente ligado às máquinas».

«O Governo está de braços cruzados perante a decadência do sistema educativo público português, assistindo impávido e sereno à frustração das expectativas das mais novas gerações», disse João Torres, após uma jornada sobre Educação, promovida em Coimbra.

Em comunicado, o secretário-geral da JS lastimou que, «no leme da Educação, esteja um ministro politicamente ligado às máquinas, instigando profundas clivagens na comunidade académica e no meio escolar».

«A JS sublinha a sua preocupação pelo desinvestimento no sistema educativo português, designadamente no Ensino Superior, onde o investimento do Estado é inferior a 0,3 por cento do Produto Interno Bruto - em dois anos o Governo cortou 380 milhões de euros», lê-se ainda.

Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38 por cento), revelou hoje um inquérito patrocinado pela Comissão Europeia.

O estudo incidiu em 5.300 jovens, 2.600 empregadores e 700 instituições educativas de oito países da União Europeia: França, Alemanha, Grécia, Itália, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.