O BE considerou esta segunda-feira que nas eleições europeias há a «exigência democrática» de todos contribuírem para a redução da taxa de abstenção, alertando para que o ato eleitoral representa também uma oportunidade para se clarificar a vida política nacional.

«Do ponto de vista do BE há uma exigência democrática que se coloca a todos os intervenientes na vida política portuguesa - o que inclui os órgãos de soberania, os partidos políticos, mas também a comunicação social - essa exigência é de todos contribuírem para que nas próximas eleições europeias a taxa de abstenção seja reduzida e se criem condições para que o maior número de eleitores e eleitoras participem nas eleições desta vez», afirmou João Semedo, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o Presidente da República, com vista à marcação das eleições europeias.

Sublinhando que as eleições europeias, que deverão ser marcadas para 25 de maio, «têm imensa importância, não apenas para os destinos europeus, mas também para a política nacional», o coordenador do BE assinalou que o ato eleitoral representará também uma «oportunidade para os portugueses de clarificar vida política».

Pois, acrescentou, o que está em causa nesse dia é se os «portugueses rejeitam esta política de austeridade e se exigem do governo e dos responsáveis políticos uma política diferente de deixar de respeitar apenas os interesses dos credores e das instituições europeias e desenvolverem uma política nova, diferente que defenda o emprego, a economia, as famílias portuguesas e o país».

João Semedo adiantou ainda que a campanha do BE será, nesse sentido, uma «campanha contra as políticas de austeridade e campanha pelo referendo ao tratado orçamental».

Questionado sobre que preocupações foram transmitidas pelo chefe de Estado, o coordenador do BE recusou revelar o teor da conversa com Aníbal Cavaco Silva, adiantando apenas que os temas nacionais também foram motivo de troca de ideias.