O grupo Delta Cafés reconhece que os funcionários que estão a vigiar a entrada e saída de mercadorias e pessoas na empresa ainda não estão legalizados como seguranças privados, embora o processo para a sua legalização esteja em curso.

A posição do grupo surgiu precisamente no mesmo dia em que a advogada de João Manuel Nabeiro (familiar do empresário Rui Nabeiro, proprietário da Delta Cafés) foi prestar, em seu nome, esclarecimentos no Tribunal de Campo Maior, escreve a Lusa.

João Manuel Nabeiro acabaria por ser «detido» pela PSP em Campo Maior, na passada terça-feira, «presente à polícia e notificado para comparecer no primeiro dia útil em tribunal da comarca respectiva», num caso relacionado com «exercício de segurança privada ilegal», informou então a Direcção-Nacional da PSP.

No mesmo dia, o grupo Delta Cafés esclarecia que «a PSP de Elvas limitou-se a levantar um auto» à empresa «no âmbito de alegadas irregularidades com alguns funcionários».

«No âmbito desse mesmo auto, João Manuel Nabeiro, no seu papel de representante da Delta Cafés, deslocou-se à PSP de Elvas para prestar declarações no sentido de colaborar com as autoridades e esclarecer a situação», referia o grupo em comunicado.

Num novo comunicado, o grupo Delta Cafés sustenta que «as alegadas ilegalidades evidenciadas pela PSP resultam do simples facto» da vigilância «existente nas entradas e saídas da empresa para controlo de pessoas e mercadorias ser efectuada por pessoas da empresa, e não por uma empresa de segurança privada».

O comunicado sublinha que «se encontra actualmente em curso o processo de legalização dos trabalhadores da empresa para esta função [de segurança privada], de acordo com as recentes alterações da respectiva legislação em vigor».

O exercício da actividade de segurança privada ilegal é considerado crime desde o ano passado.