O secretário-geral do PCP afirmou que o Governo «ainda não está formalmente derrotado, mas está politicamente condenado».

«São visíveis as dificuldades que o Governo, PSD e CDS, enfrentam perante o seu desmascaramento e crescente isolamento provocado pela luta dos trabalhadores»


Jerónimo de Sousa censurou também o CDS, por ter adotado a «máscara do partido dos contribuintes», fazendo de «polícia bom». Por isso, «o Governo não está ainda formalmente derrotado, mas está, de facto, politicamente condenado».

O responsável do PCP declarou que «será por isso, na iminência da derrota de uns, que o grande capital esteja a ver se assegura substitutos».

«Estão aí as manobras de diversão, a multiplicação de novos partidos, o incentivo a soluções populistas, novas lebres lançadas para explorar insatisfações»


Para Jerónimo de Sousa, «a mentira tornou-se a política oficial do governo PSD/CDS» e falou das medidas do Orçamento de Estado para 2015 que, no seu entender, «é um orçamento de consolidação do roubo realizado nos últimos anos, tornando esse esbulho não só definitivo, como o ampliam com novas medidas fiscais».

O responsável do PCP vincou que todas estas medidas surgem «em nome da consolidação orçamental e da boa opinião dos mercados financeiros».

«Triste governo este que troca o bem estar do seu povo e a dignidade nacional por uns elogios dos Durão Barrosos dessa União Europeia»


O secretário-geral do PCP defendeu ser possível uma alternativa, destacando que proposta do partido para «resgatar o país» e libertar Portugal do «garrote financeiro da dívida».

Jerónimo de Sousa enunciou que esta proposta passa pela renegociação da dívida, a «criação de estruturas nos órgãos de soberania que estudem e preparem Portugal para a saída do euro» e a adoção de decisões que conduzam a um efetivo controlo público do setor financeiro.

O dirigente comunista realçou ainda que «não basta proclamar posicionamentos de esquerda» e argumentou que «não há políticas de esquerda com leituras inteligentes do Tratado Orçamental, sem assumir claramente a renegociação da dívida, sem se propor recuperar para o Estado o controlo sobre os principais setores e empresas estratégicas, sem assumir que se devolvam salários e direitos».

Jerónimo de Sousa preconizou um PCP «mais forte», porque «não é possível manter para sempre um povo subjugado», assegurando que «não contem com o PCP para se juntar aos que com a sua política afundaram o país e querem continuar a afundá-lo».