O secretário-geral do PS reiterou na quarta-feira que «na política não vale tudo» e que o valor da solidariedade no partido, após duas vitórias eleitorais, «não serve para enfeitar belos discursos de circunstância».

«É por isso que nós não tínhamos que passar por isto e, por isso, aqui estamos juntos, irmanados dos mesmos valores e para dizer coisas simples, e a primeira coisa simples que diremos esta noite é que, connosco na política, não vale tudo, não vale mesmo tudo», disse António José Seguro.

Na Nazaré, onde participou num encontro com simpatizantes e militantes, o líder do PS lembrou o trabalho realizado pelo partido, mas destacando o papel dos independentes, para alcançar a vitória, primeiro nas eleições autárquicas, e, mais recentemente, nas eleições europeias.

«O valor da solidariedade no PS não serve para enfeitar belos discursos de circunstância ou de pompa. A solidariedade no PS ou é vivida todos os dias e praticada todos os dias ou então não vale», declarou.

Na ação de campanha para as eleições primárias do PS, numa sala cheia, António José Seguro refletiu sobre as razões do encontro.

«Porque é que estamos aqui esta noite, se convergimos nas ideias, na maneira de fazer política, de não prometer nada que não tenhamos a certeza que possamos cumprir quando formos governo, se temos soluções para resolver os problemas, não tínhamos que passar por isto», reafirmou.

Aos presentes, dirigiu um pedido para que saiam da sala «mais fortes, mais determinados, com mais energia».

«E aqueles que vos tentem resumir ao que se passa no PS a uma luta de poder, digam-lhes que ao menos, aqui, continua vivo o nosso projeto, continuam vivos os nossos ideais, continua vivo e bem vivo o futuro do nosso país», continuou.

Num discurso em que explicou várias das propostas do PS para o futuro do país, António José Seguro considerou que, «a cada problema, a responsabilidade de um político não é dizer que está mal e dizer que a culpa é sempre dos outros».

«Essa política da trincheira tem que acabar, nós temos uma responsabilidade, dizer o que está mal, denunciar e combater as injustiças, denunciar e combater os privilégios, porque somos defensores de uma sociedade justa, mas a nossa maior responsabilidade é apresentar soluções para resolver os problemas dos portugueses», sustentou.

António José Seguro garantiu que o PS «não se resigna, nem ao desemprego nem à pobreza no país».

«Nós sabemos sempre que, por muito que lutemos, há sempre injustiças e desigualdades, mas quanto mais combatermos essas injustiças e essas desigualdades, mais justo é o nosso país, mais coeso é o nosso país», como reporta a Lusa.