O Banco de Portugal reviu esta quarta-feira em alta as previsões para a economia portuguesa, antecipando que cresça 1,2% este ano, tal como a estimativa do Governo, e que aumente 1,4% em 2015.

O banco central alinhou a sua previsão para 2014 com as estimativas do Governo e da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), melhorando a sua previsão dos 0,8% (estimados em dezembro) para os 1,2% este ano.

Para 2015, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa que a economia portuguesa cresça 1,4%, e não os 1,3% estimados em dezembro, e para 2016, o banco central estima um crescimento de 1,7%.

Estas previsões indicam que, no período entre 2014 e 2016, a economia portuguesa volte a apresentar um ritmo de crescimento próximo do projetado para a área do euro, uma evolução suportada pela aceleração da procura interna privada e pela manutenção de um crescimento das exportações.

O Banco de Portugal reviu ligeiramente em baixa as suas previsões para as exportações, esperando que aumentem 5,3% em 2014 (contra os 5,5% anteriormente previstos), que subam 5,1% em 2015 (contra os 5,4% previamente estimados) e que recuperem em 2016, crescendo 5,4% nesse ano.

Ainda assim, as exportações deverão corresponder a 45% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, o que compara com um peso relativo de 32% em 2008.

No setor público, o banco central prevê que a atividade continue a contrair, «condicionada pelo processo de consolidação orçamental, embora a um ritmo progressivamente menor», antecipando-se, por isso, «alguma recuperação do emprego privado e uma redução gradual da taxa de desemprego».

Quanto à consolidação orçamental, o Banco de Portugal considera que se vai assistir a uma «continuação do ajustamento de desequilíbrio externo» até 2016, antecipando-se uma evolução gradual positiva das contas externas.

O saldo da balança corrente e da balança de capital deverá corresponder a 3,3% do PIB em 2014, a 3,7% em 2015 e a 4,2% em 2016, o último ano do horizonte da projeção.

O Banco de Portugal antecipou em cerca de um mês a divulgação das suas previsões macroeconómicas para Portugal, uma vez que as regras do Eurosistema não permitem que os bancos centrais nacionais publiquem as suas projeções no período compreendido entre os dois meses que antecedem a publicação das previsões macroeconómicas do Eurossistema e um mês após a sua publicação. O Boletim Económico da Primavera será publicado em abril.