
A Irmandade Muçulmana alertou esta sexta-feira que as decisões do Supremo Tribunal, que dissolveu o parlamento a dois dias das eleições presidenciais e autorizou a candidatura do ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, são um passo atrás na revolução.
Em comunicado, o partido com maior representação na assembleia avisou que o Egito enfrente agora uma situação «ainda mais perigosa do que nos últimos dias do regime de Mubarak».
A segunda volta das eleições presidenciais será realizada este fim de semana, com a Irmandade Muçulmana a depositar a sua esperança no candidato Mohammed Morsi, o mais votado na primeira volta.
O adversário é Ahmed Shafiq, o último primeiro-ministro apontado por Mubarak, ex-chefe da força aérea, visto como um homem do regime, deposto pela revolução iniciada em janeiro do ano passado.
Esta semana, os generais que estão no poder deram vários sinais de não o quererem passar para as instituições políticas.
Esta sexta-feira, esperam-se grandes manifestações após as orações.