O secretário-geral da ONU expressou esta quinta-feira condolências às famílias dos mais de 700 peregrinos mortos entre a multidão nos arredores da cidade saudita de Meca, afirmando esperar que uma investigação impeça tragédias do género de se repetirem.

“O secretário-geral transmite as suas sinceras condolências às famílias das vítimas e expressa o seu pesar a todos os Governos afetados”, disse o porta-voz de Ban Ki-moon, Stéphane Dujarric, na sua conferência de imprensa diária.

Dujarric indicou que a ONU espera que se leve a cabo uma investigação “para assegurar que este tipo de incidentes não volta a acontecer”, ao mesmo tempo que destacou as dificuldades de organizar este tipo de concentração (a peregrinação a Meca).

O ministro da Saúde saudita atribuiu, esta quinta-feira, a tragédia em  Mina, perto de Meca, à falta de disciplina dos peregrinos.  Khaled al-Faleh diz que os peregrinos têm tendência para ignorar as instruções dos responsáveis da peregrinação.

"Se os peregrinos tivessem seguido as indicações, teríamos podido evitar este género de acidente", disse Khaled al-Faleh à televisão pública El-Ekhbariya.

Já o Governo iraniano, país que perdeu 43 cidadãos na tragédia, atribuiu-a a falhas no dispositivo de segurança saudita

Segundo o último balanço divulgado pela Proteção Civil da Arábia Saudita, 717 pessoas morreram e mais de 860 ficaram feridas. A tragédia aconteceu depois de um choque entre uma multidão que abandonava o local de culto e outra que se aproximava do local do apedrejamento simbólico de Satanás.

A tragédia desta quinta-feira é já considerada a pior da peregrinação anual muçulmana nos últimos 25 anos. Em 1990, um incidente semelhante ao de hoje fez quase 1500 mortos.