O primeiro-ministro do Zimbabué, Morgan Tsvangirai, partiu para o Botswana para tratamento médico, pouco depois de ter deixado o hospital em Harare onde ingressou sexta-feira após um acidente de viação, anunciou o seu partido.

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Tsvangirai teve alta este sábado e abandonou o hospital na companhia do seu adjunto Thokozani Khupe, do ministro das Finanças Tendai Biti e do ministro da Planificação Económica Elton Mangoma.

À saída do hospital, Tsvangirai foi aplaudido por pessoas que aí se encontravam, antes de entrar no seu carro.

Susan Tsvangirai, 50, anos foi declarada morta pouco depois de chegar ao hospital a cerca de 40 quilómetros de Harare.

O Movimento para a Mudança Democrática (MDC-T, de Tsvangirai) exigiu em conferência de imprensa, em Harare, a realização de uma inquérito independente ao acidente, mas alertou os zimbabueanos para não tirarem conclusões.

O porta-voz da polícia nacional, Wayne Bvudzijena, afirmou que a colisão envolveu dois veículos: um camião e um todo-o-terreno.

Segundo a estação de televisão norte-americana ABC, o camião pertencia a um prestador de serviços contratado pelos governos britânico e norte-americano.

«O lógico teria sido que o governo fornecesse a Tsvangirai uma escolta policial para advertir aos outros veículos da sua presença e dessa forma esta tragédia não teria acontecido», declarou o secretário-geral do MDC, Tendai Biti.

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As especulações acerca de um eventual «atentado», a mando do presidente Robert Mugabe, não deixaram, no entanto, de aumentar.