O México soma 201 caos de doentes infetados com Zika, dos quais 48 são mulheres grávidas, informaram hoje as autoridades de saúde, advertindo que o número pode aumentar com a chegada do calor e das chuvas este mês.

O relatório aponta um aumento de 9,8% em relação ao número apurado na semana terminada a 28 de março, quando foram reportadas 183 infeções, assim como um aumento de 14,3% nos casos de grávidas, que passaram de 42 para 48.

As autoridades indicaram que Chiapas e Oaxaca são os estados com maior número de casos reportados, com 102 e 79 respetivamente, seguidos por sete no estado de Guerrero e quatro em Nuevo León.

O México registou o primeiro caso autóctone de Zika em novembro e desde então o número tem aumentado lentamente.

O vírus do Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, provoca sintomas gripais benignos, mas está também associado a microcefalia, assim como ao síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica grave.

O Brasil, o país mais afetado pelo surto de Zika, confirmou 907 casos de microcefalia em 198 de bebés que morreram devido a este problema congénito desde o início do surto de vírus zika, em outubro. As autoridades de saúde estão ainda a analisar 4.293 casos suspeitos.

Cientistas no Brasil afirmam que o aumento dos casos de microcefalia - em que o bebé nasce com a cabeça com um tamanho abaixo do normal e frequentemente com o cérebro não totalmente desenvolvido - está ligado a uma explosão do vírus Zika, transmitido por mosquito, com a estimativa de 1,5 milhões de pessoas infetadas.