Um total de 712 pessoas foram condenadas em 2014 na China por terrorismo e atividades separatistas, anunciou esta quinta-feira o presidente do Supremo Tribunal chinês, Zhou Qiang.

O número representa um aumento de 13,3% em relação a 2013, indicou o magistrado no relatório anual apresentado aos cerca de 3.000 deputados da Assembleia Nacional Popular chinesa.

A maioria dos 558 casos de terrorismo e separatismo julgados o ano passado pelos tribunais chineses ocorreram no Xinjiang, região de maioria muçulmana, no noroeste do país, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na estação ferroviária de Kunming, no sudoeste da China.

«Defenderemos decididamente a segurança nacional, a unidade étnica e a estabilidade social», proclama o relatório.

As autoridades chinesas atribuem os atentados terroristas na China a «extremistas religiosos» ligados à Al-Qaeda, ao Estado Islâmico e organizações separatistas estabelecidas fora do país.