A capital japonesa foi chamada às urnas este domingo para eleger o próximo governador. A antiga ministra da Defesa japonesa, Yuriko Koike, prepara-se para ser a primeira mulher a assumir o cargo.

As urnas fecharam às 20:00 locais (13:00 em Portugal continental). O lugar de governador no Japão é, em Portugal, equivalente ao de presidente da Câmara.

No total, o sufrágio foi disputada por 21 candidatos, sendo Yuriko Koike, de 64 anos, uma das favoritas ao cargo. Entre os rivais, estavam o ex-ministro do Interior do Japão Hiroya Massouda, apoiado pelo governante Partido Liberal-Democrata (PLD) e o jornalista Shuntaro Torigoe, que era apoiado pelos principais partidos da oposição.

Yuriko Koike pertence ao Partido Liberal Democrático (PLD, no poder), é deputada da câmara baixa do parlamento japonês.

Vou conduzir a política de Tóquio de forma inédita", disse Koike, garantindo que quer transformar a cidade como nunca foi feito.

Yuriko Koike, que concorreu como independente, venceu os outros candidatos com mais de 50% dos votos, de acordo com as sondagens à boca da urna divulgadas pela emissora pública "NHK".

O antecessor de Koike, Yoichi Masuzoe, renunciou ao cargo em junho depois de ter sido divulgado o uso de dinheiro público para fins pessoais. O governante é acusado de ter gasto dinheiro em férias, objetos artísticos e livros de banda desenhada para os filhos.

No Japão existem 47 autarquias mas apenas sete são governadas por mulheres, enquanto no parlamento a presentação feminina é pouco mais de 10%.

A confirmar-se a eleição de Koike, esta terá como principais desafios gerir uma região com 13,5 milhões de habitantes cujo Produto Interno Bruto (PIB) está entre o das dez maiores economias do mundo, e será também responsável pela preparação da capital japonesa para receber os Jogos Olímpicos de 2020.