Uma chinesa que esteve presa 13 anos, condenada por homicídio após ter confessado "sob coação", vai ser compensada em mais de 258.300 dólares (231.676 euros), informou esta quarta-feira um tribunal do país, citado pela imprensa oficial.

Qian Renfeng foi condenada por homicídio, após um bebé morrer e duas outras crianças serem hospitalizadas, em fevereiro de 2002, devido a uma intoxicação alimentar na enfermaria onde trabalhava.

A mulher, que nesse dia tinha preparado as refeições, foi "forçada a confessar que misturou veneno para rato na comida", concluiu o Superior Tribunal Popular de Yunnan, província do sudoeste da China.

Com base na confissão forçada, a mulher foi considerada culpada do homicídio e esteve presa durante cerca de 13 anos.

Só em Julho de 2013, a procuradoria da província de Yunnan, na China, decidiu reabrir o caso. A investigação durou quase dois anos e, em 2015, a procuradoria determinou que havia falta de evidências que justificassem o caso. O processo foi entregue em tribunal superior de Yunnan. 

Em dezembro do último ano, o tribunal superior da província anulou a sentença. Entre as alegações, não havia provas suficientes para determinar se a chinesa tinha ou não cometido o crime, motivo pelo qual foi libertada.