O Presidente da República de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, anunciou esta sexta-feira ter convocado o Conselho de Estado para uma reunião na segunda-feira, depois de ter recebido, na quinta-feira, a carta de demissão de Xanana Gusmão, informou a presidência.

«Sua excelência o Presidente da República recebeu ontem, dia 5 de fevereiro, ao final do dia, a carta de demissão de sua excelência o primeiro-ministro, Xanana Gusmão. O chefe de Estado deu por isso início ao processo constitucional de consulta», refere o comunicado de três parágrafos.

O primeiro-ministro timorense, demissionário no cargo, Xanana Gusmão, disse esta sexta-feira à agência Lusa que a sua saída se tornou «uma obrigação moral e política» e que a decisão de se demitir pretende abrir caminho à nova geração.

«Eu não falaria de (momento) histórico, em termos de referir-se a mim, mas em termos de uma decisão que se tornou como uma obrigação moral e política.»


Num debate público, em Díli, Xanana afirmou que nenhuma instituição em Timor-Leste é «intocável».

«Esta é uma mensagem para todas as instituições. Estamos no processo de criação do Estado e todas as instituições ainda são fracas. E nenhuma instituição deve sentir-se intocável.»


O primeiro-ministro sublinhou ainda que os  líderes políticos do país devem procurar trabalhar com compromisso e unindo esforços.

«Precisamos de um sentido de compromisso, de coordenar todos os esforços para garantir que se há dificuldades as podemos resolver, se há necessidades podemos fazer algo em conjunto para lhes dar resposta.»