William Pooley, o enfermeiro britânico que sobreviveu ao vírus do ébola, vai voltar para Serra Leoa para ajudar a combater o vírus, avança o The Guardian.

Acompanhado pela mãe - que esperava que o filho não quisesse regressar a África - o enfermeiro revelou que está feliz por ter sobrevivido, mas também desesperado por voltar a ajudar.

«Enquanto eu estou vivo e feliz por estar recuperado, a minha cabeça não para por causa do que está a acontecer lá. Vai ser relativamente seguro para mim voltar a trabalhar lá e é o mínimo que posso fazer. Voltar e retribuir o favor com algumas pessoas, mesmo que por apenas pouco tempo», afirmou Pooley, acrescentando que «quanto mais ajuda eles tiverem menos hipóteses têm de ficar doentes. Se eles ficarem doentes vão acabar numa ala em Kenema com menos hipóteses do que eu tive».

O enfermeiro não discutiu os planos de querer voltar para Serra Leoa com os pais, mas a mãe afirmou que «obviamente» não queria que ele voltasse e confessou que se vai sentir «muito orgulhosa se ele decidir ir, porque ele sabe como é que vai ser».

Pooley foi o primeiro paciente a receber o tratamento contra o ébola no Royal Free, tratamento esse que custou 31 mil euros por causa da tenda de isolamento.

Após o internamento, o enfermeiro britânico pediu a David Cameron, que lhe desejou as melhoras enquanto esteve no hospital, e a Barack Obama, a quem pediu que mobilizasse uma maior comunidade internacional para combater a epidemia.

«É um problema global e precisa de um nível de liderança global. Por isso, Obama e Cameron precisam de mostrar maior liderança neste assunto», acrescentou Pooley.