Número de vítimas mortais sobe para 30 na sequência da erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, entre as quais três crianças, e mais de 300 ficaram feridas, segundo um novo balanço da Proteção Civil. 

No balanço divulgado anteriormente, pela manhã, as autoridades davam conta de 25 mortos, mas as equipas de socorro localizaram esta tarde (hora portuguesa) cinco corpos carbonizados em aldeias próximas.

Os bombeiros precisaram que os cadáveres foram descobertos debaixo de toneladas de cinza no departamento de Escuintla, no centro-sul do país, um dos mais afetados pela erupção, que começou no domingo e durou 16 horas.

Uma nova explosão obrigou hoje à interrupção dos trabalhos de resgate.

De acordo com as autoridades, 3.100 pessoas das comunidades próximas já foram retiradas das habitações devido à queda das cinzas, que começaram agora a afetar uma área populacional com cerca de 1,7 milhões de pessoas.

A erupção que se iniciou, no domingo, no Vulcão de Fogo é a mais forte dos últimos anos e está a provocar espessas colunas de cinzas que sobem até cerca de 10 mil metros de altura e caem depois num raio alargado, chegando mesmo à Cidade da Guatemala.

O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, anunciou já que vai declarar o estado de emergência, sujeito a aprovação do Congresso, e pediu aos cidadãos que estejam atentos aos avisos das autoridades de emergência.

A pista do aeroporto internacional La Aurora, na capital, foi entretanto encerrada, por motivos de segurança.

Imagens de vídeo publicadas pelos 'media' locais mostram paisagens carbonizadas, nos locais onde as torrentes de lava entraram em contacto com as casas.

Atualmente, o vulcão continua a entrar em erupção e existe um alto potencial para avalanchas de detritos (piroclásticos)", escreveu a agência gestão de desatres na rede social Twitter, citando Eddy Sanchez, diretor do Instituto de Sismologia e Vulcanologia (Insivumeh) guatemalteco.

Segundo Sanchez, as torrentes de lava atingiram temperaturas de cerca de 700 graus Celsius.

O vulcão, de 3.763 metros de altura, situa-se nas regiões de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, a 50 quilómetros a oeste da capital de Guatemala, zonas que são, por isso, as mais afetadas.