As autoridades australianas anunciaram esta sexta-feira estarem a investigar as causas que obrigaram um Airbus A330 da Malaysia Airlines a desviar-se da rota, na quinta-feira, e a aterrar no centro do país.

O voo MH122 da companhia malaia saiu na quinta-feira de Sydney com destino a Kuala Lumpur, com 244 passageiros a bordo, quando registou "falhas técnicas num dos motores", o que obrigou a desviar o aparelho da rota e a aterrar na cidade de Alice Springs.

Os passageiros ouvidos pela BBC contam que o avião abanava e fazia ruídos, o que gerou momentos de grande angústia. 

Muitas pessoas rezavam e tinham lágrimas nos olhos. Foi um momento verdadeiramente assustador", contou Sanjeev Pandev, que estava a bordo do aparelho, à BBC.

Em comunicado, a Autoridade para a Segurança nos Transportes australiana indicou que vai ouvir a tripulação e rever provas disponíveis e comunicar "qualquer problema crítico para a segurança".

Por seu lado, a transportadora Malaysia Airlines sublinhou que "a segurança nunca esteve comprometida", de acordo com um comunicado.

Em 2014, a companhia aérea sofreu, em pouco mais de três meses, dois acidentes que causaram 537 mortos.

A 8 de março, o voo MH370, que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim, desapareceu depois de alguém ter desligado as comunicações e o aparelho ter virado deliberadamente. O avião ainda não foi encontrado.

A empresa norte-americana Ocean Infinity acordou, no início do mês, retomar as buscas pelo aparelho na zona do oceano Índico, onde se pensa que o aparelho se despenhou.

Em julho de 2014, o voo MH17, que partiu da Holanda com destino à capital malaia, foi atingido por um míssil lançado por um grupo independista pró-russo, quando sobrevoava o leste da Ucrânia.