Uma equipa de investigadores holandeses afirmou ter encontrado provas que apontam que o voo MH17, que se despenhou em julho do ano passado, pode ter sido abatido por um míssil BUK de fabrico russo.

A equipa responsável por encontrar as causas da queda do Boeing 777 das linhas aéreas da Malásia diz que foram encontrados fragmentos de um sistema de mísseis russos nos destroços do voo.

As novas evidências vêm reacender o debate sobre o que realmente aconteceu e sobre as suspeitas da culpa do atentado. A Ucrânia e os Estados Unidos já tinham afirmado que o aparelho tinha sido abatido por um míssil terra-ar originário de Moscovo, fornecido aos separatistas pró-russos. Contudo, a Rússia afirmou que a culpa recaía sobre as forças ucranianas.

“Neste momento podemos concluir que existe uma ligação de casualidade entre os elementos encontrados e o despenhamento do voo MH17”, disse a equipa em comunicado, acrescentando que os elementos encontrados “são importantes para o inquérito penal porque podem fornecer informações sobre quem esteve envolvido na queda”.


O avião caiu na área ucraniana dominada pelos rebeldes pró-russos. O incidente provocou 298 vítimas mortais.