O recurso ao exército pelas autoridades ucranianas pró-europeias contra a população no leste do país é «um crime grave», que terá consequências, advertiu o presidente russo, Vladimir Putin, num dia marcado por incidentes em Slaviansk.

«Se o atual regime em Kiev começou, de facto, a usar o exército contra a população ucraniana, é um crime muito grave contra o povo», declarou: «É uma operação de repressão que terá consequências para as pessoas que tomam estas decisões, em particular, no que se refere às relações intergovernamentais.»

A declaração surge numa altura em que o Ministério do Interior ucraniano anunciou que pelo menos cinco rebeldes pró-russos morreram e um soldado ucraniano ficou ferido, durante a operação do Governo para retomar o controlo da cidade de Slaviansk, controlada pelos separatistas.

«Durante os confrontos, pelo menos cinco terroristas foram eliminados. Um soldado ficou ferido» nas fileiras das forças ucranianas, indicou o ministério, num comunicado.

Três barreiras de controlo, erguidas pelos separatistas à entrada da cidade, «foram destruídas», de acordo com o mesmo comunicado.



Já esta manhã Barack Obama, o presidente dos EUA, tinha ameaçado a Rússia com novas sanções, acusando o regime de Putin de não estar a cumprir acordos.