A agência chinesa de modelos ESEE vem esta segunda-feira negar qualquer responsabilidade na morte da menina Vlada Dziouba, de nacionalidade russa, que, com apenas 14 anos, morreu dias após a semana da moda em Xangai.

Vlada Dziouba morreu na passada sexta-feira, relançando a polémica sobre as condições de trabalho dadas a jovens, normalmente russas, pelas agência de moda chinesas.

Jornais internacionais referem que Vlada se queixara à sua mãe de trabalhar 13 horas consecutivas.

Terça-feira, Dziouba terá começado a sentir vertigens. Foi hospitalizada, mas o seu estado de saúde piorou.

O jornal russo em língua inglesa The Siberian Times refere que a jovem morreu devido a uma meningite, agravada por um estado de esgotamento após "um desfile de moda em Xangai".

Já a agência de manequins ESEE rejeita todas as acusações, acrescentando que a jovem se começou a sentir mal no dia 24 de outubro. Ou seja, seis dias antes da semana da moda em Xangai. Onde, ainda assim, desfilou.

Johney Zheng, patrão da empresa chinesa de agenciamento, jura ainda que a jovem não foi submetida a jornadas de excesso de trabalho.

Vlada Dziouba morreu devido a uma septicemia, uma infeção sanguínea, segundo comunicou a agência, com base num relatório médico de um hospital de Xangai.

Toda a agência está mergulhada na tristeza. Vlada era uma jovem adorável e trabalhavamos com ela há dois anos", referiu Zheng, em conferência de imprensa.

8 dólares por dia

O dono da agência chinesa garante que na maior parte das sessões duravam entre quatro e oito horas e que Vlada fazia pausas regulares.

A agência de manequins recusou, contudo, divulgar a folha salarial da jovem, sendo que o principal agente, Carrie Fang, negou que a jovem ganhasse apenas oito dólares (6,8 euros) por dia, uma acusação que tem vindo a ser divulgada pela imprensa internacional, com base em testemunhos de fontes conhecedoras do caso.