Alguns cidadãos portugueses voltaram a ser barrados pelo Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) angolano, impedindo-os de entrarem em Angola. Estes casos ocorreram na última semana, por terem vistos alegadamente falsos.

Entre 30 de outubro e 5 de novembro foram detetados seis casos de tentativa de entrada em Angola com vistos falsos, maioritariamente cidadãos portugueses, no aeroporto internacional de Luanda, reportou à Lusa o SME. 

Durante o mês de outubro já se tinham registado, pelo menos, 33 casos do género, na maior parte de cidadãos portugueses.

No final de agosto, aquela força policial responsável pelo controlo de fronteiras e migração confirmou que mais de 200 passaportes com vistos de trabalho alegadamente falsos estavam apreendidos para investigação, por suspeita de emissão fraudulenta, também com Portugal a liderar uma lista de quinze nacionalidades. 

Países como Brasil, Moçambique, Nigéria, Líbano, Mauritânia, Egito, China, Cuba, Ucrânia, Turquia, Jordânia, Macedónia, Costa de Marfim e Malaui figuram igualmente na lista das nacionalidades de cidadãos cujos passaportes foram apreendidos pelo SME. 

As empresas que contratam estes trabalhadores chegam a pagar a redes clandestinas, dentro e fora de Angola, 5.000 a 12.000 dólares (entre 3.700 e 9.100 euros) por cada visto falso. Oficialmente, o processo para obtenção de um visto de trabalho em Angola, a partir dos consulados do país, ronda os 400 dólares (300 euros).