Os expatriados britânicos podem vir a ser forçados a solicitar vistos de residência a longo prazo, caso queiram viver noutro país da Europa após o Brexit, indicam fontes do Ministério britânico do Interior.

As mudanças, que farão parte das negociações do Brexit, significam que os reformados britânicos que queiram ir viver para a Espanha ou para a Itália, por exemplo, terão de solicitar uma autorização de residência e poderão ser forçados a fazer prova dos próprios rendimentos.

De acordo com o The Telegraph, os ingleses que já vivem no estrangeiro não deverão ser afetados pelas mudanças no âmbito dos acordos recíprocos que serão assinados quando o Reino Unido deixar a União Europeia.

Mas fontes do Ministério do Interior confirmam ao jornal britânico que o novo sistema para os britânicos que pretendem agora ir viver para o exterior de forma permanente seja semelhante ao que atualmente está em vigor para os cidadãos nacionais de países terceiros.

Os expatriados britânicos podem ser obrigados a revelar os próprios rendimentos e poupanças, de modo a obterem um visto de residência para viverem num país da União Europeia (UE). Também poderá haver requisitos acerca de laços familiares com o país.

"É provável que haja um sistema de licenças de longa duração e de residência. Queremos o que for do melhor interesse para o povo britânico, mas isso vai fazer parte da discussão”, afirmaram as mesmas fontes ao The Telegraph.

As fontes acrescentaram que o Ministério do Interior vai procurar um "sistema fácil e viável" para garantir que as pessoas que querem aposentar-se no estrangeiro podem fazê-lo.

A primeira-ministra Theresa May prometeu negociar o melhor acordo possível para os cidadãos britânicos e admitiu que pode pedir isenções ou critérios mais flexíveis para os nacionais do Reino Unido que procuram mudar-se para um país da União Europeia.

No fim de semana, emergiu um plano que forçaria os cidadãos britânicos que viajam para a UE a pagar cerca de 10 libras (11,73 euros) por uma isenção de visto num esquema semelhante ao norte-americano ESTA (Sistema Eletrónico para Autorização de Viagens).

O plano tem o apoio francês e alemão e Amber Rudd, o ministro britânico do Interior, recusou-se a afastá-lo, dando em vez disso a entender que o Reino Unido, em jeito de retaliação, poderia aplicar um sistema semelhante aos cidadãos da UE.