A Suíça decidiu suspender a partir de 01 de janeiro um polémico programa de vistos de trabalho especiais para dançarinas e strippers estrangeiras, destinado a protegê-las da exploração sexual, que beneficiou mais de 700 mulheres em 2015.

O programa, lançado em 1995, destinava-se a mulheres oriundas de países que não pertencessem à União Europeia (UE) e que pretendessem trabalhar na Suíça como dançarinas de cabaret ou de striptease. O objetivo era protegê-las da violência e do tráfico sexual.

Após uma longa investigação, as autoridades anunciaram em 2014 que o programa não estava a atingir os seus objetivos, tendo sido detetados casos de mulheres detentoras dos vistos especiais sujeitas a prostituição forçada.