Soldados norte-americanos recém-regressados da Libéria foram colocados em isolamento pelo Exército numa base dos EUA em Vicenza, no norte de Itália, incluindo um general importante que supervisionou a resposta inicial dos militares ao surto de ébola. A informação é divulgada, esta segunda-feira, pelo Pentágono, que sublinha que nenhum dos 11 militares que agora ficam de quarentena apresentou sintomas de infeção e que se trata apenas de uma medida de precaução.

A embaixada dos EUA em Roma confirmou à agência italiana ANSA que o potencial risco de infeção é baixo, já que os militares estiveram a construir infraestruturas para ajudar as autoridades de saúde no tratamento das vítimas do ébola e não tiveram contacto com pessoas contaminadas pelo vírus. Os soldados deverão permanecer no local durante 21 dias e serão monitorados de forma constante, mas sem a possibilidade de receberem familiares.

«Eles não estão autorizados a sair», disse o coronel Steve Warren, porta-voz do Pentágono. Citado pela agência Reuters, o coronel descreve as precauções como «vigilância reforçada».

Ébola: EUA com novas diretrizes para profissionais de saúde

Os Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças nos Estados Unidos da América vão lançar, ainda esta segunda-feira, diretrizes adicionais aos protocolos por que se regem os profissionais de saúde que regressam ao país depois de terem estado em África a tratar doentes com ébola, informa a Casa Branca.

De acordo com a Reuters, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, afirmou que as políticas norte-americanas têm de ser guiadas pela ciência e não desencorajar os voluntários que vão prestar assistência nos países mais atingidos pela epidemia.

Os comentários do porta-voz da Casa Branca surgem depois de um conjunto de Estados ter instituído quarentenas para o regresso de profissionais de saúde, indo além das diretrizes federais.

Até o momento, a Libéria é o país com o maior número de vítimas mortais da febre hemorrágica: 2.705. No total, 4.922 pessoas já morreram.