Uma nova vacina contra o vírus da SIDA deverá ser testada ainda este ano na África do Sul, com o principal objetivo de combater a epidemia na região. A nova vacina será uma versão melhorada da que foi apresentada na Tailândia em 2009.

A notícia foi divulgada na Conferência Internacional do HIV, em Durnan, na África do Sul, onde também foram conhecidos os resultados de um estudo realizado com 52 voluntários saudáveis, que receberam a vacina ALVAC-HIV/gp120 ou um placebo, de forma a comparar a resposta do sistema imunitário.

A nossa preocupação foi perceber se a vacina pode ou não ser promissora”, disse Linda Gail-Bekker, presidente da Sociedade Internacional da Aids, que está a conduzir os testes das vacinas, em declarações à CNN.

O estudo de grande escala deverá avançar com uma amostra de 5.400 pessoas de quatro locais diferentes da África do Sul e os testes devem começar em novembro deste ano com a duração de três anos.

A vacina agora apresentada é uma versão melhorada da que foi apresentada na Tailândia em 2009, a primeira a mostrar 31% de eficácia contra o vírus. A atualização da vacina tem em vista as populações que estão em maior risco na África do Sul – onde existe, inclusive, um subtipo do vírus.

De acordo com Gail-Bekker, foram adicionados alguns componentes específicos à vacina para estimular o sistema imunitário, e os investigadores esperam que os próximos resultados sejam favoráveis porque a vacina é "necessária para terminar com a doença".

A vacina é extremamente importante no combate à epidemia”, acredita também o presidente do Instituto de Infeção e Imunidade, Sharon Lewin acrescentando que “mesmo que tenhamos diversas medidas de prevenção, nada será tão eficaz como a vacina."

Até hoje, não existe uma cura ou uma vacina para a SIDA e as terapias antirretrovirais apenas suprimem o vírus, permitindo às pessoas viverem mais anos, mas os medicamentos são caros e têm efeitos secundários.

A SIDA continua a ter números assustadores: todos os anos cerca de 2,5 milhões de pessoas são infetadas pelo vírus, número que tem diminuído pouco nos últimos dez anos. Já o numero de mortes tem caído progressivamente desde 2015.