A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai reunir-se de emergência em fevereiro por causa do vírus Zika, adianta a agência France Presse (AFP), nesta quinta-feira, que cita a diretora da instituição.

De acordo com Margaret Chan, o Zika está "a espalhar-se de forma explosiva" e  atingiu “proporções alarmantes”.

O encontro permitirá determinar o nível de resposta internacional à doença, que se suspeita ser a causa principal de microcefalia.

A OMS estima que surjam três a quatro milhões de casos de infetados com o vírus Zika. 

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O Zika já foi detetado em 23 países na América, África e Oceania, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, o país mais afetado pelo Zika, as autoridades de saúde estimam que 1.482.701 pessoas tenham sido infetadas em 2015. Portugal tem cinco casos “importados” do Brasil. 

O Zika é um vírus transmitido pela picada do  Aedes Aegypti, um pequeno mosquito que também transmite a dengue e a febre chicungunya. 

O Zika torna-se particularmente perigoso nas grávidas. A infeção pelo vírus Zika pode estar relacionada com o nascimento de crianças com microcefalia. Quando a grávida é infetada com o Zika, há uma probabilidade do vírus afetar a formação do cérebro do bebé. No Brasil, foram confirmados 230 casos de microcefalia e mais de três mil casos ainda continuam sob investigação, de acordo com o Ministério da Saúde brasileiro.

No entanto, a nota da OMS informa que não está confirmada a relação entre a infeção das mães com o vírus e a microcefalia diagnosticada nos bebés.