A Costa Rica declarou na quinta-feira o estado de emergência em 31 regiões do país. Na segunda-feira, foram confirmados os primeiros dois casos de infeção autóctones.

O Ministério de Saúde e a Comissão Nacional de Emergências informaram, em comunicado, que assinaram um decreto de “Estado de emergência pela proliferação do vetor do dengue, chikunguña e zika".

Trata-se de uma declaração de emergência de carácter preventivo que procura uma maior flexibilização de recursos e ações para combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus, explicou à Efe o ministro de Comunicação, Mauricio Herrera.

A epidemia está a propagar-se na América Latina. “Pode piorar antes de melhorar”, alertou na quarta-feira, no Rio de Janeiro, a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

Este vírus fortemente suspeito de provocar malformações congénitas irreversíveis nos recém-nascidos representa “um desafio formidável. Estamos a trabalhar com um vírus complicado, cheio de incertezas, pelo que devemos estar preparados para surpresas”, declarou Chan, no final da sua deslocação ao Brasil, epicentro da epidemia.

No início de fevereiro, a OMS elevou esta epidemia ao estatuto de “urgência de saúde pública de dimensão internacional”.