Os governos de França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos emitiram este sábado um comunicado conjunto no qual condenam os atos de violência na Líbia.

«Estes atos minam os esforços dos líbios que trabalham para construir a paz e a estabilidade no país através das negociações lideradas pelas Nações Unidas», refere o comunicado, distribuído pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

«Partilhamos a avaliação das Nações Unidas de que estes ataques constituem uma grande rutura com os compromissos públicos de evitar ações que possam prejudicar o processo político. Não pode haver uma solução militar para os problemas da Líbia», acrescenta o documento.

As seis nações instaram todas as partes na Líbia a participarem construtivamente no diálogo liderado pela ONU para alcançar rapidamente um cessar-fogo sustentável e um governo de unidade nacional.

A Líbia vive uma situação de caos e confrontos armados desde que em outubro de 2011 foi derrotado o regime de Muammar Kadhafi.

Milícias de ex-rebeldes disputam influência territorial e recursos petrolíferos no vasto país desértico.

A situação agravou-se nos últimos meses com a existência de dois governos e dois parlamentos paralelos, tendo as duas grandes cidades do país, Tripoli e Benghazi (leste), caído total ou parcialmente nas mãos de milícias.