O número de crimes radicais e religiosos aumentou 41% em julho no Reino Unido, em comparação com o mesmo mês do ano passado, revelam dados da Home Office.

De acordo com a polícia britânica o número de têm vindo a aumentar depois do referendo que deu a vitória ao ‘Brexit’. 

As autoridades registaram ataques sobretudo contra muçulmanos, pessoas negras e oriundas de países como Polónia (maior comunidade europeia imigrante no Reino Unido) e Roménia.

Os ataques eram descritos nas redes sociais, com frases como: “nós vencemos para livrarmo-nos de vocês”.

Segundo as autoridades britânicas, na semana seguinte ao referendo, o número de crimes de ódio chegou a aumentar em 58%.

Ninguém neste país deve deixar que a sua vida seja influenciada pelo medo, intimidação ou, em último caso, devido a ataques por serem quem são”, disse Mark Hamilton, chefe da Polícia Nacional , responsável pelos casos de crimes de ódio.

Em julho, o jornal britânico The Independent teve acesso a alguns dados oficiais, que contabilizavam mais de 500 incidentes racistas na semana do referendo.

Violência e mais violência

Um dos incidentes ocorreu com Jozwik, um homem polaco que foi atacado e acabou por morrer no hospital. Seis adolescentes foram presos por suspeita de estarem relacionados com o crime.

Depois da morte de Zdenek Makar, um homem de 31 anos, checo, o Primeiro-ministro da República Checa alertou Theresa May, atual primeira-ministra do Reino Unido a agir perante esta situação, que tem vindo a piorar.

Sinto-me perturbado com o aumento do número de crimes de ódio contra os cidadãos dos países membros da União Europeia”, disse Bohuslav Sobotka em conversa por telefone com Theresa May.