O presidente sul-africano Jacob Zuma cancelou este sábado uma visita oficial à Indonésia e lançou um apelo aos imigrantes no país. O presidente visitou um dos vários acampamentos improvisados onde se refugiaram os imigrantes que fugiram de Durban e de Joanesburgo e prometeu «acabar com a violência» contra estrangeiros no país.

«O Governo não está a dizer para saírem do país. Não são todos os sul-africanos que estão a dizer para saírem da África do Sul. É só um número muito pequeno de cidadãos que está a dizer isso», assegurou Zuma.

A violência contra imigrantes na África do Sul começou antes da Páscoa, na região de Durban. Terá feito já 15 mortos. Cerca de 5 mil pessoas abandonaram já Durban e Joanesburgo e refugiaram-se em acampamentos improvisados.
 
A última noite foi, mais uma vez de violência. A polícia confirmou a morte de um imigrante na comunidade de Alexandra, em Johanesburgo, embora se neguem estabelecer uma ligação imediata entre os atos xenófobos e os ataques ocorridos durante a noite no local.
 
Esta nova onda de violência traz à memória a de 2008, em que 62 imigrantes morreram. A África do Sul recebe milhões de imigrantes de outros países do continente. Os atos de violência contra os estrangeiros refletem a frustração da maioria da população sul-africana negra que continua sem acesso à escola, ao mercado de trabalho ou a salários decentes.