Um antigo polícia de Oklahoma, nos Estados Unidos, foi condenado pela violação de 13 mulheres durante as suas escalas de serviço.

Daniel Holtzclaw era alvo de 36 acusações e foi declarado culpado de um total de 18 após 48 horas de deliberação por parte de um júri, apesar de ter ainda que esperar até um mês para conhecer a sentença que lhe será aplicada.

O ex-agente Daniel Holtzclaw estava acusado de uma série de crimes, de violação e abso, que incluiam obrigar as mulheres a praticarem sexo oral. 

Na leitura do veredicto, Daniel Holtzclaw chorou, segundo a CNN. 

A polícia de Oklahoma já mostrou a sua satisfação pelo veredicto. 

O caso de Holtzclaw também alimentou o debate racial em Oklahoma, já que todas as vítimas do ex-agente, de pai branco e mãe japonesa, são mulheres negras, de entre 17 e 50 anos, com antecedentes criminais por consumo de droga ou prostituição. O júri era, por seu turno, composto apenas por elementos brancos. Oito homens e quatro mulheres. 

Daniel Holtzclaw fazia operações STOP num dos bairros mais pobres da cidade norte-americana. Intercetava as vítimas nas operações de trânsito. Depois de violá-las ou sodomizá-las, dizia-lhes que deixaria cair uma queixa por tráfico ou posse de droga se não apresentassem queixa. 

"Pensei que ninguém acreditaria em mim. Sou negra", testemunhou uma das vítimas em tribunal, mas a defesa tem outra tese. Os advogados de defesa, Scott Adams e Robert Gray, chamaram a atenção que as mulheres da rua são umas "chicas-espertas", reporta a CNN.