Mulheres da minoria muçulmana rohingya cativas nos campos de tráfico humano na Tailândia e na Malásia foram sujeitas a violações coletivas pelos sequestradores e pelo menos duas delas engravidaram, informa esta terça-feira a imprensa malaia.

A agência estatal malaia Bernama cita uma sobrevivente, Nur Khaidha Abdul Shukur, a dizer que jovens mulheres eram levadas todas as noites a partir dos acampamentos na selva.

Nur Khaidha Abdul Shukur foi detida perto de Padang Besar, na Tailândia, tendo passado por esses campos de tráfico humano no final do ano passado, segundo as informações divulgadas na noite de segunda-feira pela agência de notícias.

Obama apela à Birmânia para acabar com discriminação

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desafiou a Birmânia a acabar com a discriminação contra os rohingya, a minoria muçulmana no coração da crise migratória na Ásia.

“Uma das coisas mais importantes é acabar com a discriminação das pessoas com base na sua aparência ou nas suas crenças”, disse Barack Obama na segunda-feira à noite, numa referência expressa aos rohingyas, passível de suscitar o desagrado das autoridades birmanesas que não reconhecem a minoria étnica.


As dificuldades dos rohingyas, dos quais 1,3 milhões vivem no oeste da Birmânia que nega cidadania à maioria, têm estado em foco nas últimas semanas devido à crise que atinge o sudeste asiático.