Uma rapariga de 13 anos foi violada pelo padrasto, de 27 anos, e está grávida de 23 semanas e meia. O caso voltou a dividir a sociedade argentina, uma vez que os médicos se recusam a fazer o aborto.

Segundo o «El Mundo», a mãe da menor, de 41 anos, tem escassos recursos económicos e é mão de outros oito filhos. Em março, terá feito queixa do companheiro por ter violado a filha às autoridades de Buenos Aires que registaram a denúncia como «abuso» em vez de «violação».

«Depois notei que a menina estava mais gordita e a 21 de abril comprei o teste que deu que estava grávida. No dia seguinte fui ao hospital Mariano e Luciano de la Veja de manhã e pedi para a atenderem em ginecologia», afirmou, acrescentando que apesar da urgência e de ser uma menor de idade, assegura que lhe deram um prazo «de até 45 dias», ou seja, quando a gravidez atingia os 7 meses e meio.

O caso atingiu as manchetes e estalou o escândalo na Argentina, com os ginecologistas a defenderem que caso fizessem o aborto colocaram a vida da rapariga em risco.

«O risco de operar poderia produzir uma hemorragia massiva que comprometeria a vida da menor», afirmou a diretora médica Mariana Dunayevich, acrescentando que «com quase seis meses de gravidez, o útero está muito vascularizado para nutrir o ser que está a crescer».