Mais do que os suspeitos do costume, os autores da violação terão sido os prováveis cinco criminosos que enfrentam a justiça por terem violado a mesma jovem estudante, há três anos.

A jovem de 21 anos volta a acusá-los por nova violação, na passada quarta-feira, agora na cidade de Rohtak, localizada no estado de Haryana, no norte da Índia. Mas até ao momento, não há ainda referência a quaisquer detenções por parte da polícia.

Contou a própria jovem, ter sido forçada a entrar num carro e que os homens a tentaram mesmo estrangular. Foi violada, ferida com alguma gravidade e abandonada num arbustos, num sítio que não conhecia, de forma a ali morrer. Foi salva por um homem que passava e a levou para o hospital.

Terror ao sair da escola

A família mudou-se para a cidade de Rohtak, depois do que sucedera à jovem em Bhiwani, onde então viviam. De pouco lhe terá valido.

Saía da escola quando os vi. Eram os mesmos cinco homens. Fiquei com muito medo. Forçaram-me a entrar num carro. Tentaram estrangular-me. Disseram que iriam matar o meu pai e o meu irmão”, contou a rapariga a um canal de televisão.

Não sei para onde me levaram. Os atacantes eram os mesmos cinco homens”, disse ainda a vítima, cuja família afirma ter vindo a ser pressionada para retirar a queixa na justiça.

Com os protestos a irromperem na cidade de Rohtak, a polícia local revelou ter enviado efetivos para Bhiwani, de forma a encontrar os alegados violadores.

A família da jovem pertence à casta Dalit, uma das mais baixas no sistema social tradicional indiano, conhecida vulgarmente pelos “intocáveis”.

Violações com grande brutalidade têm vindo a ensombrar a sociedade indiana nos últimos anos. Após o caso ocorrido na capital Nova Deli, em 2012, em que um grupo violou e matou uma estudante, novas leis foram criadas para punir os criminosos, sem que haja registo de diminuição de ocorrências.

A título de exemplo, o governo decidiu que a partir do próximo ano, os telemóveis na Índia deverão ter um "botão de pânico" para as vítimas poderem lançar o alerta, quando se vejam em perigo de serem agredidas ou violadas.