As autoridades da Índia anunciaram este domingo ter detido cinco homens suspeitos de extorquir dinheiro e de violar uma jovem turista japonesa, mantida refém durante quase um mês numa cave, perto de um conhecido templo budista.

O calvário da jovem de 22 anos começou em Calcutá, no leste da Índia, quando conheceu três homens locais, pouco depois da sua chegada, a 20 de novembro, disse fonte policial à agência AFP.

Os homens, dos quais um falava japonês, conseguiram convencer a jovem a levantar 76 mil rupias (mil euros) e a viajar para o templo de Bodh Gaya, no estado vizinho de Bihar, no carro deles. De acordo com a polícia, uma vez lá, foi entregue a dois irmãos que a fecharam na cave de uma casa, onde foi repetidamente violada.

Os dois irmãos, que trabalhavam como guias turísticos, foram detidos na sexta-feira e levados para Calcutá, tendo sido presentes a tribunal ao final do dia de sábado. Acusados de violação, foram detidos provisoriamente até à próxima audiência, marcada para a próxima sexta-feira.

As autoridades pretendem, em especial, que a jovem participe na identificação de suspeitos.

Os outros três homens são acusados de extorsão de fundos e de ter entregado a vítima aos seus presumíveis agressores, detalhou o comissário da polícia de Calcutá, Pallab Kanti Ghosh.

A jovem conseguiu escapar e chegar à cidade de Varanasi, onde encontrou turistas japoneses que a ajudaram a contactar o consulado do Japão em Calcutá.

A data concreta do fim do calvário da turista de 22 anos não é conhecida, mas a polícia declarou que a vítima apresentou queixa na última semana de dezembro.

Este caso é o mais recente de uma série de violações sexuais na Índia que volta a colocar em evidência os assustadores níveis de violência de que são alvo as mulheres no segundo país mais populoso do mundo.