As duas adolescentes indianas, que foram encontradas penduradas numa árvore, em maio, suicidaram-se, não se tendo confirmando as suspeitas de que tinham sido violadas e assassinadas. A informação foi divulgada pelo Departamento Central de Investigação (CBI) da Índia, esta quinta-feira, depois de vários meses de investigação e com base em 40 relatórios científicos.

«Baseados em mais de 40 relatórios científicos, os investigadores concluíram que as duas menores não foram violadas nem assassinadas como tinha sido alegado», afirmou a porta voz do CBI, Kanchan Prasad, esta quinta-feira.

Um exame feito por três médicos locais inicialmente tinha indicado vários sinais de abusos sexuais e morte devido ao enforcamento, mas os exames forenses não confirmaram estes indícios.

Em setembro, três homens tinham sido detidos por um alegado envolvimento na morte das raparigas, mas, agora, a investigação ilibou os suspeitos.

As conclusões dos investigadores não esclarecem, no entanto, os motivos que terão levado as adolescentes, de 14 e 15 anos, a cometer suicídio, o que está a levantar dúvidas entre os populares e ativistas dos direitos das mulheres.

«Estou muito zangado com esta decisão. A equipa não mostrou qualquer solidariedade quando estava a investigar o caso», afirmou Sohan Lal, o pai de uma das adolescentes à BBC..

O caso remonta a 28 de maio. As raparigas, primas, desapareceram depois de terem saído de casa durante a noite, uma vez que não tinham casa-de-banho dentro de casa. Foram encontradas enforcadas numa numa aldeia do estado indiano de Uttar Pradesh.

Um exame feito por três médicos locais inicialmente tinha indicado vários sinais de abusos sexuais e morte devido ao enforcamento, mas os exames forenses não confirmaram estes indícios.

De acordo com a BBC, a população local não acredita nos resultados apresentados e questiona-se se alguma vez saberá o que terá acontecido na noite em que as duas raparigas morreram.