Mortes ligadas ao consumo de álcool nas mulheres com entre os 30 e os 40 anos estão a crescer, diz um estudo recente levado a cabo no Centro de pesquisa populacional de Glasgow.

O número de mortes provocadas pelo consumo de álcool tem diminuído tanto na Inglaterra como na Escócia. Contudo, a geração nascida nos anos 70 aponta indícios diferentes, dizem os investigadores segundo o «The Guardian».

Os autores do estudo, liderados por Deborah Shipton, para destacar o papel do álcool em mortes precoces analisaram as tendências em Glasgow comparadas com Liverpool e Manchester.

Encontraram dados semelhantes nas três cidades mas o que mais preocupou foi o facto de, nas três, os valores de mortes em mulheres nascidas na década de 70 ligadas ao álcool não desceu mas cresceu.

«As semelhanças das tendências nas mortes relacionadas com álcool em jovens mulheres de Glasgow, Manchester e Liverpool trazem preocupações a longo-prazo a este grupo de mulheres», dizem os investigadores.

A equipa acredita que é imperativo que este sinal seja alvo de ação. Falhas nas políticas face a estes valores podem resultar em efeitos de aumento desta tendência nas próximas décadas, refere o «The Guardian».

«O aumento do consumo de álcool no Reino Unido (ligado ao aumento do consumo de vinho) está relacionado com aumentos na disponibilidade de produtos alcoólicos bem como a acessibilidade a eles bem como com a promoção das bebidas pela indústria alcoólica», diz a equipa de investigação no artigo publicado do Diário de Epidemiologia e Saúde Comunitária.

Entre os vários grupos, tanto homens como mulheres, as mortes são mais frequentes devido a doenças do fígado, com uma representação de 71%.