«Hoje, vários meses depois de a Ucrânia ter enviado o pedido à Interpol em março de 2014 com os argumentos e explicações preparadas pelo Ministério do Interior, o gabinete da Procuradoria-Geral e o Serviço de Segurança da Ucrânia, uma comissão especial da Interpol tomou uma decisão», escreveu Avakov, na sua página no Facebook.

O ex-líder, de 64 anos, está a viver a Rússia desde que foi deposto em 2014, após os confrontos em Kiev entre a polícia e os manifestantes pró-europeus, que resultaram em dezenas de mortos. Para além do desvio de milhares de euros de fundos públicos, as autoridades ucranianas acusam-no de ter ordenado lançar fogo sobre os que protestavam por um futuro diferente ao que ambicionava.

O período que se seguiu à sua fuga marcou-se pela anexação da Crimeia à Rússia e pelo escalar do conflito com os separatistas pró-russos no leste do país.

O mandado da agência permite que qualquer polícia o entregue à Ucrânia se for detido. A BBC avança que, apesar de não estar confirmado, tudo indica que Moscovo recusará o pedido de extradição.