O adolescente palestiniano assassinado, na quarta-feira, em Jerusalém, foi queimado vivo, de acordo com dados preliminares da autópsia. A morte do jovem continua a provocar protestos e confrontos entre palestinianos e as forças israelitas. No sábado foi divulgado um vídeo em que se veem polícias israelitas a espancar outro palestiniano, primo da vítima , mas com nacionalidade dos Estados Unidos.

3 de julho, quinta-feira, em Jerusalém. Os palestinianos protestam contra o assassinato na véspera de Mohammed Khudair. Tinha 16 anos e terão sido judeus a raptá-lo e a matá-lo, deixando o corpo numa floresta em Jerusalém ocidental. Nessa quinta-feira, outro rapaz, primo da vítima não teve o mesmo destino trágico, mas passou um muito mau bocado.

O vídeo amador mostra polícias israelitas a agredir repetidamente o já imobilizado Tariq Abu Khudair até que o levam detido. Nenhuma acusação foi feita, mas a detenção do rapaz de 15 anos foi prolongada pelo menos até este domingo. Embora palestiniano de origem, Tariq é cidadão dos Estados Unidos da América, de visita a Jerusalém com o resto da família emigrada nos EUA.

A família de Tariq garante que o rapaz nada fez, estava só na rua a ver os protestos. Acabou espancado e com o nariz partido. A polícia israelita diz que o incidente ocorreu quando seis homens encapuzados, alguns com facas estavam a ser detidos naquela rua, e que 15 polícias ficaram feridos.

O departamento de Estado dos EUA já apelou a uma investigação credível e à responsabilização plena dos polícias por uso de força excessiva. São mais achas para a fogueira do ódio israelo-árabe.

O procurador-geral palestiniano disse que a autópsia feita por médicos israelitas ao primo de Tariq, Mohammed, mostrou que o adolescente foi queimado vivo, que foi o fogo que o matou mesmo.

Terá sido um assassinato por vingança sectária, depois de na segunda-feira terem aparecido mortos três adolescentes judeus raptados há duas semanas e meia na Cisjordânia ocupada. Tudo ingredientes para que continuem os protestos e confrontos, como aconteceu este sábado, não só na Palestina ocupada, mas também entre a população palestiniana em várias cidades israelitas.