Apoiantes do Governo e opositores voltaram no sábado às ruas de Caracas, no 12.º dia de protestos marcado por incidentes e por um total de 23 feridos, noticia hoje a AFP.

Os incidentes foram desencadeados na capital, ao anoitecer, onde estavam concentrados desde o início da tarde cerca de 3.000 militantes pró-oposição, na sua maioria estudantes, vestidos de branco e munidos de bandeiras da Venezuela, constataram jornalistas da AFP.

As autoridades venezuelanas disparam gás lacrimogéneo e canhões de água contra estudantes que bloqueavam uma via de acesso a Caracas, num protesto anti-presidente Nicolás Maduro, noticia a agência Reuters.

A polícia endureceu a resposta aos manifestantes ao cair da noite, depois de milhares de simpatizantes de Maduro se dirigirem ao centro da capital, num medir de forças entre pró e anti governo de Maduro.

Membros da Guarda Nacional Bolivariana perseguiram também os estudantes que reivindicavam a libertação de cerca de cem manifestantes detidos nos últimos dias e as três mortes registadas durante um protesto de quarta-feira.

Alguns elementos tentaram ainda atacar a sede da televisão pública da Venezuela, que acusam de não dar informação verdadeira sobre o que está a acontecer no país.

Entretanto, as autoridades judiciais confirmaram a libertação de 28 estudantes detidos a 12 de fevereiro, bem como de três jornalistas. Outras 77 pessoas estão detidas e vão a tribunal.

Cabello diz que oposição venezuelana conspira dirigida pelos EUA

Entretanto, o presidente do Parlamento venezuelano, Diosdado Cabello, disse hoje que a oposição está a conspirar contra o Governo «dirigida a partir dos Estados Unidos» e que tem uma base na Colômbia, de onde o ex-governante Álvaro Uribe, financia os conspiradores.

«A direita está a conspirar, neste momento (...) dirigida a partir dos Estados Unidos com uma base na Colômbia, Uribe está a dirigir os seus amigos daqui», disse Cabello durante um discurso numa cerimónia do Governo no estado de Bolívar.

O líder do parlamento Venezuela disse que Uribe é o «inimigo da paz deste continente, inimigo da paz da Venezuela» está a «dirigir a conspiração contra este país, financiando».