O parlamento da Ucrânia aprovou esta noite uma lei de amnistia para os manifestantes pró-europeus detidos nos protestos e confrontos dos últimos dois meses. No entanto, a medida está longe de pacificar a situação em Kiev.

Para já, a amnistia é condicional, isto é, os manifestantes presos só serão libertados se os seus companheiros de luta que bloqueiam o centro de Kiev abandonarem os ministérios e outros edifícios governamentais que ocuparam.

É uma condição que não mereceu a concordância dos partidos da oposição, que se recusaram a votar esta amnistia.

A lei foi aprovada essencialmente com os votos do partido do presidente Viktor Yanukovitch.

Tal como a multidão nas ruas, os principais dirigentes da oposição mantêm a exigência de eleições legislativas e presidenciais antecipadas.

A crise que ameaça lançar a Ucrânia numa guerra civil começou em novembro, quando Yanukovitch desistiu à última hora de assinar um acordo de associação com a União Europeia, optando por uma reaproximação à Rússia.