Naquela que é a maior contestação da historia recente do país, a Ucrânia amanheceu para mais um dia de protestos contra ao Governo. Os manifestantes ocuparam a sede do executivo e continuam a ocupar a Câmara de Kiev.

Estimam-se 350 mil manifestantes nas ruas de Kiev, em desafio ao poder. Qualquer semelhança com a revolução Laranja, de 2004, é totalmente a propósito.

Milhares de pessoas passaram a noite, acampadas, na praça da Liberdade, a principal da capital ucraniana, e muitas outras voltaram às ruas, mesmo depois da violência que marcou o fim-de-semana.

Nem bastonadas, gás lacrimogéneo ou a ameaça do estado de emergência trava os protestos.

Milhares passaram a noite na Praça da Liberdade, e várias centenas no interior da câmara municipal de Kiev, ocupada no domingo.

Esta segunda-feira de manhã foi o bloqueio chegou a sede de governo, num braço de ferro em que já não é só o afastamento de Bruxelas e a aproximação a Moscovo que se contesta.

A mobilização já ultrapassou Kiev. Da cidade de Lviv, partiram 20 autocarros, com o objetivo de se juntaram aos protestos da capital.

O presidente ucraniano tem estado em silêncio apesar dos confrontos. Não se sabe sequer onde está, em vésperas de uma visita de quatro dias à China. Segue-se ainda uma ida a Moscovo, para estreitar os laços que parte dos ucranianos contesta, por considerarem que não são mais do que nós cegos com um passado soviético, de que se querem libertar.